14.1.10
10.1.10
Abacaxi Com Tofu News
2010 chegando na área! Vamos ver se ele não tropeça nos cadarços e faz um gol, que 2009 foi um ano muito perna-de-pau, não é mesmo, minha gente? Deixou até o Flamengo ser campeão, o Vasco subir de volta e o Fluminense e o Botafogo não caírem, tudo ao mesmo tempo! Haja pernice de pau!

(e haja garrafa de rum...)
Bom, como a maioria de vocês ficou sabendo, eu estou no Canadá. Pois é, pois é. A edição de hoje do ACT News vem do nortão gelado do mundo.

Vou começar com um relatório especial abacaxístico sobre Toronto, enquanto tomo um café e a neve cai na varanda do apê.
Minha gente, a rua gay aqui se chama Church Street. Não é irônico? Se eu acreditasse em alguma divindade, eu ia achar que ela tem um senso de humor um pouco... irônico.

Bom, gente. Aqui não tem um dia Pride. Não. Tem uma semana inteira P*R*I*D*E. É lindo.
O Whole Foods, que é um supermercado onde tudo é reciclável, orgânico, natural, fair trade, apóia o Obama e é socialmente responsável, pendura uma bandeira GIGANTESCA do arco- íris na parede durante a Pride Week. Se liga:

O Museu Real de Ontário, aqui na esquina de casa, também pendura uma bandeirona.

Até uma igreja, a Union, tem bandeirinhas, para meu espanto. Bom, eu devia saber – no ano passado, uns bispos canadenses que estavam visitando o vaticano tomaram um esporro do papa (no mau sentido) porque rola uma tolerância com o povo LGBTTIQQ por aqui, rola casamento gay, rola aborto e os parlamentares católicos “seguem os desejos de seus eleitores”. Juro. Ele tá puto porque os parlamentares canadenses, em vez de seguir a própria religião, seguem a vontade de seus eleitores. Para de rir, é sério. Não, não to brincando!

Que mais? Ah, bem, eu não tomo vergonha na cara e estou casada, novamente. Eu sei, Dalloway vai dizer que eu devia fazer análise, porque eu vivo me apaixonando por mulheres invencível, ontológica e biologicamente monogâmicas. Daí, depois de longos períodos de debates épicos que chegam em acordos piores do que o de Copenhague, eu finalmente aceito a verdade inefável da história lésbica: alguns receptores de vasopressina não podem ser convencidos a se converterem à poliamoria por força dos argumentos... E às vezes o amor é mais importante do que a liberdade, como já diziam todos os gays presos no Irã...

E aí, minha gente, fazer o quê? Amor lésbico é uma força inescapável. Sabem? Vocês sabem, que eu sei! Aquele amor cósmico-lésbico-além-do-infinito...
Aquele amor tem-sempre-alguém-no-cosmos-ajudando-o-cavaleiro-a-vencer...
Aquele amor pra-sempre-eu-vou-te-amar-desesperadamente-eu-sei-que-vou-te-amar-e-depois-que-a-gente-terminar-vamos-ser-grandes-amigas!

Bom... daí eu me caso! Mazel tov pra mim!

Bom, então é isso: estavelmente casada como se eu concordasse com a minha mãe em alguma coisa na vida, feliz como uma criancinha que comeu brigadeiro e está de pilequinho com biotônico fontoura, e com um frio desgraçado, vou chutar o pau (ui!) da barraca e estrear esse blog nesse ano que desponta!

Então, gente, viva a sabedoria do clichê! Achei que seria legal fazer uma listchénha dos melhores e piores momentos de 2009. Chamei Bill, minhe companheire irmãe caminhoneire shell, pra me ajudar nessa empreitada. Vocês também podem ajudar, amiguinhas, amiguinhos e amiguinhes! Deixem aí sugestões na caixinha de comentários – não se acanhem, não é que nem no Spoleto ou nos Correios, onde eles nunca nem abrem a caixa de comentários e sugestões. Aqui o pessoal tem um monte de procrastinação pra fazer!

Todo mundo cantando junto: uma mestranda procrastina lou-ca-men-teeee! Duas mestrandas procrastinam, procrastinam muito ma-ais! (Beijo, Dalloway!)
Sem mais delongas, Senhoras, Senhores e Senhorirs, com vocês... Premio Abacaxi Com Tofu Dos Pió Momento Tudo de 2009! (Bill vai postar a lista dos melhores momentos. Eu to meio amarga hoje, eu ia estragar tudo e reclamar até dos melhores momentos!)
(Não vou nem comentar William Bonner na lista dos caras mais sexy de 2009 do Mixbrasil. Eu sou uma lésbica 5, 999 na escala Kinsey e até EU sei que o William Bonner não é sexy. Come on!)
1 – Projeto de lei “anti-homossexualidade” em Uganda – país que já criminaliza o ato sexual homossexual – que prevê pena de morte para gays e lésbicas, penas para parentes que não denunciarem um gay e penas até para atos homossexuais praticados no exterior. Tudo isso iniciado depois de reuniões de evangélicos dos EUA com líderes e parlamentares de uma sociedade em que lésbicas, gays, bissexuais e transexuais são rotineiramente presos, agredidos e mortos.
2 - Os ataques NAZI-ESCROTOS ao Richarlyson – inclusive por pessoas gays - e o silêncio conivente da mídia em geral
Ridículo. Não tem outro nome. Patético, lamentável, digno de nojo.
Depois de termos visto uma reabilitação parcial das nossas torcidas de futebol – todo mundo lembra daqueles anos tristes em que nossos pais pararam de nos levar aos estádios por causa de violência; depois de termos visto as ofensas racistas sendo combatidas até praticamente sumirem dos estádios; depois de termos visto as mulheres indo aos jogos de futebol em paz, sem precisar aturar (tantos) comentários neandertais de carregadores-de-clava disfarçados de torcedores; depois que dirigentes e governantes foram chamados a se responsabilizar pelas arquibancadas que desmoronavam; depois que as crianças puderam voltar a ir ver jogos nos ombros dos pais sem patinar em mijo nas rampas do Maraca... Depois disso tudo, ainda somos obrigadas a assistir esse espetáculo assustador.
Torcedores do próprio time xingando o jogador. Ameaças de morte e de agressão. Torcedores gays lançando mão da carta covarde do “é só futebol” para participar desse circo de agressão homofóbica. E, com a exceção de uma ou outra coluna corajosa, o silêncio da mídia em geral. E silêncio dos clubes – com a exceção do São Paulo, que continua apoiando o jogador.
E, vou te contar, muito pouco barulho de nossa parte.
Será que a gente precisa que os argentinos nos chamem de viaditos pra gente começar a mudar?
Não sei, mas que foi triste ver a torcida do meu time participar desse tipo de imbecilidade, foi. Partiu meu coração botafoguense – e olha que coração botafoguense é coração calejado!
3 e 4- A censura da Globo (ainda!!!) ao beijo gay E a doideira-barra-amnésia roteirística da minissérie Cinquentinha.
Marília Gabriela representa uma bi que faz par com Ângela Vieira, uma lésbica que, após tomar um boa-noite-cinderela, fica com amnésia bizarra e “esquece” que é gay.
Gente, que idéia de girico... Se fosse assim, o que ia ter de mãe e pastor por aí dando boa-noite cinderela não ia estar no gibi!
5 - O final “Greve de Roteiristas” do The L Word.
Só dois comentários, que senão eu não paro mais:
SUAS TRANSFÒBICAS DOIDAS!
e
QUE PORRA VCS FUMARAM???
6- Uma juíza argentina cancelando a licença de casamento de um casal gay.
Boo! Shame on you! Shane on me!
Mas tudo bem, porque eles receberam uma “autorização especial” (!?) de uma governadora de província e casaram. Whatever pra ela.
7- Posso falar de novo? O papa dizendo que os parlamentares canadenses não deviam votar de acordo com os desejos de seus eleitores, mas de sua religião pessoal, em assuntos como – claro!- o casamento gay. Eu JURO que ele falou isso. Sério mesmo! Não, não foi em 1500, foi ano passado!
8 - Bomba em cima dos companheiro tudo!
Tacaram uma bomba em cima do pessoal no fim da parada gay de Sampa. E, claro, ninguém conseguiu descobrir quem foi o McGuyver que fez uma bomba caseira e tacou de um prédio que TODA uma parada gay viu qual foi.
Muuuito difícil. Mas eu já escrevi um post inteiro sobre isso, então vamos prosseguir.
9- Rozangela Alves Justino, aka aquela mulé BIZA que foi chamada na chincha pelo Conselho Federal de Psicologia porque "curava" gays.

Em 2009. No Rio. Não, não é em Uganda, não.
(eu li em algum lugar que ela não mais atenderá o público. Ahh! To TÃO triste!)
10- O mais novo presidente da Assembléia Geral da ONU, Ali Abdussalam Treki, com o papo de que a homossexualidade is "not really acceptable" e que não é democrático que algums países decidam "permití-la".

Treki disse: "That matter is very sensitive, very touchy. As a Muslim, I am not in favour of it . . . it is not accepted by the majority of countries. My opinion is not in favour of this matter at all. I think it's not really acceptable by our religion, our tradition. “It is not acceptable in the majority of the world. And there are some countries that allow that, thinking it is a kind of democracy . . . I think it is not”.
Claro. Afinal, democracia é quando todo mundo concorda com você. Democracia é quando o pessoal que discorda de você não pode determinar suas próprias regras, porque você sozinho decide o que é democracia!
É lindo. To emocionada. Me dá um lenço.
Ai, meu São Foucault, me ajuda em 2010...
14.12.09
Hir
7.12.09
: :: Bispa lésbica :: :
RIO - A cidade de Los Angeles fez com que, pela primeira vez na História, a Igreja Episcopal tenha uma bispa assumidamente lésbica. A reverenda Mary Douglas Glasspool, de 55 anos, foi eleita para o posto no último fim de semana.
Grupos conservadores da Igreja Anglicana, que reúne 77 milhões de fiéis em todo o mundo e cujo braço nos EUA é a Igreja Episcopal, vêm manifestando forte oposição à ordenação de bispos homossexuais, segundo noticia nesta segunda-feira a rede CNN. Alguns líderes episcopais também se posicionaram de forma veemente contra a eleição de Mary Douglas.
A arcebispo de Canterbury, chefe da comunidade anglicana, emitiu uma nota no sábado afirmando que a eleição de Glasspool "levanta sérias questões não apenas para a Igreja Episcopal e para a sua posição na comunidade anglicana, mas também para todos os fiéis".
A eleição de Mary Douglas é a primeira após um período turbulento em que a Igreja Episcopal ameaçou se separar da comunidade anglicana. A crise havia começado após a ordenação do bispo homossexual Gene Robinson, em New Hampshire, em 2004. Desde então, os líderes episcopais fecharam um acordo com os anglicanos para suspender a nomeação de sacerdotes abertamente gays. A eleição de Mary Douglas está sendo vista como um rompimento do acordo.
Antes de Mary Douglas, que está baseada em Baltimore, Diocese de Maryland, um candidato abertamente gay da Diocese de Minnesota acabou sendo derrotado por outro reverendo em eleição em outubro."
Deu lá no Globo online
10.11.09
: uma vitória! :
10/11/2009 - 14h23
Projeto que pune discriminação contra homossexuais, idosos e deficientes passa na CAS
"A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta terça-feira (10), projeto de lei que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A proposta (PLC 122/06), de autoria da então deputada Iara Bernardi, foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pela relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO). A matéria agora será examinada pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para votação em Plenário. Como recebeu alteração no Senado, o projeto voltará à Câmara dos Deputados
A senadora ressaltou que o projeto foi amplamente discutido em várias audiências públicas, com a participação de diversos segmentos sociais, nos dois anos em que tramita no Senado. Com a apresentação do substitutivo à proposta, Fátima Cleide solicitou cancelamento de audiência prevista para debater mais uma vez o assunto na CAS.
A proposta original incluiu a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual na lei que pune a discriminação por racismo, religião ou local de nascença (lei 7.716/89). O substitutivo da senadora Fátima Cleide ampliou o rol dos beneficiários da lei para punir também a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
- A homofobia é a principal causa da discriminação e da violência que se pratica contra homossexuais e transgêneros. São milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, chacotas - ressaltou a senadora.
Fátima Cleide disse que o substitutivo está embasado em princípios fundamentais da Constituição, que não admite qualquer forma de discriminação.
Na avaliação da presidente da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), O Brasil é "um país livre e as pessoas devem ter seus direitos respeitados". A senadora lembrou a agressão que sofreu a estudante universitária Geysi Arruda, da Universidade Bandeirante (Uniban), por ter ido à aula com vestido curto. Rosalba alertou que situações como essa podem gerar todo tipo de violência."
texto do site do Senado.
5.11.09
: :: Você Sabia? : ::
A afirmação está lá, na Wikipedia
4.11.09
Bafo!
A-HA-ZOU. Juro.
As meninas gritavam tanto que parecia um filme dos Beatles.
22.10.09
Mais uma por ROUPA (!?!@??#??)
Uma estudante secundarista norte-americana protestou pelo fato de que sua escola recusou-se a publicar uma foto sua de smoking na formatura.
O caso ocorreu na escola Wesson Attendance Center, no estado do Mississippi, sul do país.
Caera Sturgis, de 18 anos, que se diz homossexual e prefere usar roupas masculinas, posou de smoking do que usar a toga geralmente reservada às mulheres.

Curiosidade: ABSOLUT


"Welcome to the NO LABEL blog, a place where we – ABSOLUT VODKA – want to challenge labels and prejudice about sexual identity. There are too many labels associated with the LGBT-community and with this initiative we want to find a way around them. We have launched a naked bottle with no label and no logo, to manifest the idea that no matter what’s on the outside, it’s the inside that really matters. With this incentive we invite you to participate in further discussions about labels and prejudice. Once again, welcome to our blog."
14.10.09
Futebol: Leandro Fortes falou tudo o que eu penso.
Os novos negros
14/10/2009 10:55:16
Leandro Fortes
Não faz muito tempo, o mundo – e o Brasil, em particular –, se escandalizou com as manifestações racistas contra jogadores de futebol que foram hostilizados por torcedores nos estádios europeus apenas porque eram negros. Na Itália e na Espanha, diversos jogadores negros, inclusive brasileiros, foram chamados de “macacos”, “gorilas” e “pretos de merda” por torcidas organizadas dos maiores times daqueles países. As reações foram, felizmente, imediatas. Intelectuais, jornalistas, políticos e autoridades esportivas de todo o planeta botaram a boca no trombone e reduziram, como era de se esperar, gente assim ao nível de delinqüentes comuns. Ainda há, eventualmente, exaltações racistas nos gramados, mas há um consenso razoavelmente arraigado sobre esse tipo de atitude, tornada, universalmente, inaceitável. Você não irá ver, por exemplo, no Maracanã, torcidas inteiras – homens, mulheres e crianças – gritando “crioulo safado” para o artilheiro Adriano, do Flamengo, por conta de alguma mancada do Imperador. Com a PM circulando, nem racistas emperdenidos se arriscam a tanto.
Mas, ai de Adriano, se ele fosse gay.
No sábado passado, espremido no Maracanã ao lado de meu filho mais velho e outras 57 mil pessoas, fui ver um jogaço, Flamengo 2 x 1 São Paulo, de virada, um espetáculo de futebol. Quando o time do São Paulo entrou em campo, as torcidas organizadas do Flamengo, além de milhares de outros torcedores avulsos, entoaram, a todo pulmão: “Veados, veados, veados!”. Daí, o painel eletrônico passou a anunciar, com a ajuda do sistema de autofalantes, a escalação são-paulina, recebida com as tradicionais vaias da torcida da casa, até aí, nada demais. Mas o Maraca veio abaixo quando o nome do volante Richarlyson foi anunciado: “Bicha, bicha, bicha!”. E, em seguida: “Bicharlyson, Bicharlyson!”. Ao longo da partida, bastava que o são-paulino tocasse na bola para receber uma saraivada de insultos semelhantes. No ápice da histeria homofóbica, a Raça Rubro Negra, maior e mais importante torcida do Rio, e uma das maiores do Brasil, convocou o estádio a entoar uma quadrinha supostamente engraçada. Era assim:
“O time do São Paulo/só tem veado/o Dagoberto/come o Richarlyson”.
Richarlyson virou alvo da homofobia esportiva brasileira, com indisfarçável conivência de cronistas esportivos, jornalistas e colegas de vestiário, a partir de 2005, quando fez uma espécie de “dança da bundinha” ao comemorar um gol do São Paulo, time que por ser oriundo do elitista bairro do Morumbi acabou estigmatizado como reduto homossexual, ou time dos “bambis”, como resumem as torcidas adversárias. A imprensa chegou a anunciar o dia em que Richarlyson iria assumir sua homossexualidade, provavelmente numa entrada ao vivo, no programa Fantástico, da TV Globo – o que, diga-se de passagem, nunca aconteceu. Desde então, no entanto, o volante nunca mais teve paz. No Maracanã lotado, qualquer lance que o envolvesse era, imediatamente, louvado por um coro uníssono e ensurdecedor de “veado, veado, veado!”. Homens, mulheres e crianças. O atacante Dagoberto entrou de gaiato nessa história apenas porque, com Richarlyson, forma uma eficiente dupla de ataque no São Paulo.
Agora, imaginem se, no Morumbi, a torcida do São Paulo saudasse o atacante Adriano, do Flamengo, aos berros de “macaco, macaco, macaco!”, apenas para ficarmos nas analogias retiradas do mundo animal. Ou, simplesmente, entoasse uma quadrinha do tipo criada para a dupla Dagoberto/Richarlyson, dizendo que no Flamengo só tem crioulo, que Adriano enraba, sei lá, o Petkovic. O mundo iria cair, e com razão, porque chegamos a um estágio civilizatório onde o racismo tornou-se motivo de repulsa, mesmo em suas nuances tão brasileiras, escondidas em piadas de salão e ódios de cor mal disfarçados no elevador social. Usa-se, no caso dos gays, o mesmo mecanismo perverso que perdurou na sociedade brasileira escravagista e pós-escravagista com o qual foi possível transformar em insulto uma condição humana que deveria, no fim das contas, ser tão somente aceita e respeitada. Assim, torcedores brasileiros chamam de veados os são-paulinos em campo como, não faz muito tempo, nos chamavam, os argentinos, de “macaquitos”, em pleno Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, para revolta da nação.
Quando – e se – a lei que criminaliza a homofobia no Brasil, a exemplo do racismo, for aprovada no Congresso Nacional, será preciso educar gerações inteiras de brasileiros a respeitar a sexualidade alheia. Espero, a tempo de recebermos os atletas que virão às Olimpíadas de 2016, no Rio, provavelmente, no mesmo Maracanã que hoje se compraz em xingar Richarlyson de veado. Por enquanto, a discussão sobre a lei está parada, no Brasil, porque o lobby das bancadas religiosas teme abrir mão de um filão explorado por fanáticos imbuídos da missão de “curar” homossexuais, ou de outros, para quem os gays são uma aberração bíblica passível, portanto, da ira de deus.
Nos jornais de domingo, nem uma mísera linha sobre o assunto. Das duas uma: ou é fato banal e corriqueiro, logo, tornado invisível aos olhos das dezenas de repórteres enfiados na tribuna da imprensa do Maracanã; ou é conivência mesmo.
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http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5263
Se tiverem estômago, leiam os comentários. Por favor, comentem a coluna - acho importante manifestarmos nosso apoio a ele e também tentarmos rebater os comentários.
5.10.09
Em uma van no sábado passado...

Uma van cheia de 13 fanchas-barra-bis e uma atacante simpatizante-ultra-simpática. E um motorista se divertindo como nunca. A artilheira e seu noivo-técnico foram de carro, o que libertou da inibição o povo do arco-íris e a simpatizante simpática, que até cantou junto e tocou chocalho.
A van era assim:
..só que cheia de fanchas-barra-bis e a Simpatizante Simpática, pra ficar inclusivo e politicamente correto. O sonho de toda fancha adolescente: todo mundo de calção, meião e chuteira, cantando o seguinte hino de caserna:
"Soooooooou....
(insira aqui piada barata que junta o nome do time e "sapatão") de coraçãããão...
VIM POR MULHER!
MEU GRANDE AMOR!
Graças a deus, sou sapatão!
Vamos cantar! Vamos jogar!
Eu sou do time que nunca foi campeão!
Mas tudo bem! Eu vou jogar!
E no final a mulherada eu vou pegar!"
Claro que o hino foi composto pela Dalloway. Nem precisava dizer, né, gente?
Na versão proibidão do funk, o hino era batucado no teto e nas paredes da van, com o último verso trocado por "e no final a mulherada vai me dar". Phino.

Depois do momento fanchas-ogros-marinheiros dentro da van, muita simpatia e elegância na quadra. Jogo limpo, jogo lindo! E jogo nervoso - mas foi bonito estar lá.

Muita força pro futebol de gurias - do arco-íris ou não - nesse nosso país do futebol ainda machista e homofóbico até a última ponta.
Um beijo por cobertura, querides!
28.9.09
UN

É, galera...tá foda!!! Nem na ONU dá pra gente se apoiar:
O mais novo presidente da Assembléia Geral - Ali Abdussalam Treki - veio com o papo de que a homossexualidade is "not really acceptable".
Durante uma conferência, no último dia 18, foi feita uma pergunta sobre a Resolução em debate que versa sobre a discriminalização universal da homossexualidade. O cara respondeu isso aqui:
"That matter is very sensitive, very touchy. As a Muslim, I am not in favour of it . . . it is not accepted by the majority of countries. My opinion is not in favour of this matter at all. I think it's not really acceptable by our religion, our tradition.
“It is not acceptable in the majority of the world. And there are some countries that allow that, thinking it is a kind of democracy . . . I think it is not,”
Eu gostaria MUITO que ele conceituasse DE-MO-CRA-CI-A.
23.9.09
10.9.09
Em Gaza
Menina muda de sexo em Gaza

Uma menina da Faixa de Gaza fez uma operação de mudança de sexo, depois de descobrir um desequilíbrio hormonal.
Por quinze anos, Fátima Abed Rabbo viveu como uma menina na cidade de Jabalya, mas no início da adolescência ela começou a se sentir mais como um menino.
A família fez testes e descobriu que Fátima tinha altos níveis de testosterona e precisava de uma operação de mudança de sexo.
"Um médico aqui da Faixa de Gaza queria cobrar três mil dólares por cada uma de três operações, mas nós não tínhamos o dinheiro, então decidimos fazer tudo no exterior. Quando estávamos organizando a viagem, havia uma equipe médica espanhola especializada em urologia em visita ao território. Então fomos até o hospital de al-Awda e nos encontramos com os médicos", disse o pai de Odai, Majd Abed Rabbo.
"O médico o internou apenas dois dias antes de voltar a seu país. Ele fez uma só cirurgia em vez de três."
Agora, Fátima é Odai. E ele não é o único transexual da família. Uma prima dele, Ola, hoje se transformou em Nader.
Apesar de ser uma decisão difícil numa sociedade conservadora como a palestina, a família acha que esta foi a coisa certa a se fazer.
"Eu me sinto muito mais confortável agora, como se tivesse nascido de novo. Me sinto livre. De qualquer maneira, eu prefiro ser homem, porque esta sociedade privilegia os homens em relação às mulheres. As mulheres em nossa sociedade não são respeitadas e suas ideias tampouco", diz Odai.
Ele vai continuar a receber injeções de testosterona pelos próximos 8 meses e deve passar por mais uma cirurgia. Odai planeja agora estudar jornalismo e se dedicar a defender os direitos das mulheres palestinas.
7.9.09
Boa Semana
Gostaria de desejar uma boa semana!
O que vocês acham de curtirmos o feriado vendo a parada militar de 07 de setembro?
NOT.
Enfim, gostaria de recomendar também que todes vejam a Quinta Temporada de House. Está impertdével, if tou know what I mean.

É, eu sei que a temporada começou faz tempo, mas não tem como esquecer uma médica dessas, que usa suspensório pegando (e como) mulher.
Ótima semana a todes!
3.9.09
Mais um, porra!
Dia 1 se tornou legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado de Vermont.
Agora são 4 estados: New Hampshire, Massachusetts e Connecticut também permitem a união.

Mas nem tudo são flores: um grupo fundamentalista mané chamado Westboro Baptist Church acredita que a morte dos soldados americanos no Iraque é um punição divina em reação ao crescimento da tolerância (?????) à união homossexual na américa.
Ha-ha. Faz me rir!
Pra quem é beeeem maluco, nossa querida Alison Bechdel (DTWF) deu a dica de que uma guria chamada Lauren Ober anda seguindo essa galera e blogging sobre eles o dia todo!!!! Aqui o blog dela.
Gente, essa guria é muito frenética: o blog é beeem atualizado...achei MUITO legal!
É isso, pessoas. Mais um pontinho no mapa pra quem acredita na instituição! Uhul!
1.9.09
The dog who was a cat inside
http://www.youtube.com/watch?v=mOeqShdf-gY
Belíssimo curta de animação que me lembra minha própria jornada. Na verdade, acho que qualquer gay se sente assim.
25.8.09
Abacaxi com Tofu News + caderno especial tietagem fancha
Vamos para algumas rapidinhas, que essa noite eu to com dor na coxa do futebol de ontem.
1) Guia prático e dedático para o sexo lésbico
http://www.erikamoen.com/comics/girlfuck/cover.htm
Essa é para o amigo ht curioso, para aquela sua amiga ht muito gata e curiosa, para o amigo bicha curioso, para o amigo fancha curioso, para a sua amiga girina curiosa... E até para nós, experientes jedis, fazermos uma reciclagem (sabe como é, tem fancha desde antes de existir látex) e compartilharmos conhecimento acerca da nossa verdadeira orientação sexual: as mulé.
2) Mais uma notícia vaga e sem link do mixbrasil...
http://mixbrasil.uol.com.br/upload/noticia/11_101_74010.shtml
Aparentemente, o STF pediu uma pesquisa pra saber a quantas andam as decisões de primeira e segunda instância sobre direitos do povo do arco-íris. Cadê o link para a pesquisa, pessoal do Mix?
E a notícia diz que a "justiça de 9 Estados aprova a união gay" - mentira. Em 9 Estados a pesquisa achou foi ALGUMA decisão favorável. Ou seja, a gente está contando até os Estados que tenham negado todos os pedidos, menos um.
3) Mostras de fotos no Rio - mês da visibilidade lésbica
http://mixbrasil.uol.com.br/upload/noticia/2_146_74020.shtml
2 mostras de fotos. Bora comparecer, guries!
4) Festa quinta-feira pra nós, fancharada e afins!
Festa do Laços e Acasos - não precisa pagar lhufas!
21hs
rua do resende 26, lapa

Programação completa do mês da visibilidade: http://paradalesbica.com.br/2009/08/caminhada-e-mes-da-visiblidade-lesbica-no-rj/
::::::::: CADERNO ESPECIAL TIETAGEM - ABACAXI COM TOFU :::::::::
Meu povo, continuo apaixonada pela Rachel Maddow.

The butch is back!
(back to where, back from where, those are the questions, but nevermind)

Ai ai... Chega a doer meu coração...

Gente, meu marcapasso! Socorro!

A very, very pertinent question.
Era isso. Câmbio final, desligo!
Carmen Sandiego, levemente insone.
20.8.09
judyko
Marcadores: judyko
15.8.09
Sunscreen
Só queria dividir o momento.
"But trust me on the sunscreen."
12.8.09
Animação LGBT
nos dias 01, 08 e 15 de setembro, vai estar acontecendo aqui no Rio a Íris - Mostra Internacional de Animação LGBT. Segundo o site oficial: "Foram selecionados 21 filmes de animação de curta metragem de diversos países: Brasil, África do Sul, Austrália, Bulgária, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Turquia.".
Todas as exibições vão ocorrer às terças-feiras, no CCJF - Centro Cultural Justiça Federal que fica na Avenida Rio Branco, 241 - Centro.
O ingresso custa só 6 reais a inteira e as sessões serão exibidas às 19:00 e 20:30.
Eu já estou confirmando presença, galera! Que tal um pouco de apoio à comunidade somada a uma diversão barata e garantida?
Nos vemos lá!
10.8.09
sem palavras
Apenas 5 comentários:
1) sou gay
2) sou feliz assim
3) não quero mudar
4) TENHO MUITO ORGULHO DISSO
5) a humanidade as vezes me deixa com um misto de vergonha e nojo
3.8.09
Chupa essa manga?!?!?!
Agora vejam vocês:
Minha humílima opinião é que tem algumas pessoas que deviam nos ajudar indo "ajudar" nossos inimigos, né não, minha gente?
Mirella, babe, obrigada, mas da próxima vez será que podias escrever uma música de apoio aos skinheads-evangélicos? Hein, chuchu?
29.7.09
Tango Queer
Acabei de voltar de uma viagem de 2 semanas pela cidade mais gay-friendly da América Latina. Uhuuull
Os prédios antigos e bem conservados de Buenos Aires, suas árvores sem as folhas, os stencils dando um ar ainda mais politizado à cidade:
Ai, ai... valeu a pena...
Mas vamos ao que interessa, não é mesmo? Turismo de grupo de ônibus não é o que se espera desse post.
Depois de tacar sua (enorme) mala no dormitório do hostel, qual a primeira coisa que você deve fazer? Procurar o Gay Map, mas é claro!!!! Você corre pra procurar um dos pontos de informação pra turista e.......tá fechado. Nããããão!!!! /o\ - dia 1: 1x0 pros Portenhos
Você olha pro letreiro: Axel Hotel. "É aqui mesmo!" Na porta percebe que tem algum evento acontecendo. Logo te informam que tem que ter o nome na lista pra entrar e que o tema é - nada que você vá ficar muito triste de não participar - algo sobre negócios voltados para o público gay.
Na recepção um viado muito bonito te entrega o G Map e fica te olhando. "Saco." Pra não ser muito grosse eu pergunto se ele sabe algo sobre lugares dirigidos às gurias. "Casa Brandon, hmm, não é a primeira vez que falam do lugar." dia 2: 1x1. Boi Bill empata.
Os dias passam, o casal francês que você adorou te conta que vai embora no próximo dia;
estão os três no quarto: eu deitade, estou nos últimos capítulos de Stone Butch Blues. Ela - você já deu uma espiada - lê Foucault. "Ai, ai...nem é gata. Ah, e é casada também."
Do nada, por algum motivo totalmente desconhecido e absolutamente sem nexo com a realidade, ela pergunta se você já ouviu falar de Judith Butler. "Claro!" A guria ri e diz já ter conhecido - não biblica (Uh! Na trave!) - mas pessoalmente a musa des Queer e simpatizantes: estava num café, uma fancha cantava ou dizia alguma coisa sobre não gostar das teorias da Butler. No final, Judith levanta e se apresenta à uma fancha levemente avermelhada, dizendo ter adorado o que a menina falou.
A francesa fala alguma coisa sobre achar estranho uma lésbica se colocar contra a teórica queer. Você concorda, mas depois fico pensando: não...não é tão difícil entender. Só quem sente, mesmo que de leve, o incômodo que o binário de gênero pode causar, é capaz de "entender". Conversa boa! 2x1 pre gender-queer aqui.
Caminhando pelas belas ruas de Palermo com chuva e frio, tudo o que você vê são lojas e mais lojas. Finalmente você chega à Plaza Cortázar, ponto turístico cheio de bares e lojas. Entrando numa delas, um casaco listrado te chama a atenção e, enquando você se dirigir pra perguntar o preço pra vendedora, do seu lado vê uma guria te olhando. "Hmm, uma fancha gatinha!" Faço que não vejo, pergunto pra outra se tem um número menor - não tem - e se posso vestir. A fancha continua olhando e você dá a resposta internacionalmente conhecida, aprovada e sancionada pela Presidente do sindicato: olha de volta sem mostrar TANTO interesse e faz que não entendeu.
Depois de vestir o casaco, abro a cabine pra olhar no espelho. Dou de cara com a guria, que tá lá, também seguindo o protocolo: finge fazer algo de extrema importância pertinho da cabine.
O casaco não ficou legal, é da sessão masculina e só tem M. "Droga!" Enquanto devolvo pra vendedora, percebo a mulé lá, ainda dando mole. Agradeço e vou saindo da loja. Mas aí eu paro, dou de ombros, volto, pergunto se a fancha trabalha lá e que horas sai. "Sí. A las ocho."
Fomos à Casa Brandon. Foi bom:
Agora você tem um objetivo: ir ao Tango Queer! SIM, temos tango pra gente!!!
"Todos los Martes." Terça-feira. Boa! 21:30. Partiu!
Chego às 21:40. Na recepção a menina diz que a aula começa antes, que a Milonga - quando a galera vai dançar - é as 21:30, a aula é as 20hrs. "MERDA!" É sua última terça na cidade. "E agora? Assistir ou não assistir? 15 pesos só pra ficar olhando? Hmm...olhando gurias dançando tango!?"
(Como eu fiquei com vergonha de ser a única sentada, tirando foto, tem umas aqui. O lugar é o mesmo.)
Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo:
eu sentei, completamente hipnotizada pelas pessoas na pista - a aula parecia estar no meio pro final. A maioria era de mulheres: vestidos, saias, salto alto. Você acha graça de ver que a única que aparenta ser butch - e eu lá sei como ela se identifica! - é a professora. No meio da multidão nota um casalzinho que faz o seu tipo. Ou melhor: uma delas faz. Cabelo batidinho, camisa preta, calça larga. Você esquece que não deve ficar encarando dessa maneira - é tão incrivelmente bonito! O corpo, as pernas quase se tocando, girando, se olhando. "Morri!" Ela percebe que você tá olhando e dá uma encarada. Eu desvio. Olho as outras duplas, a professora me intriga e eu começo a prestar mais atenção. "É elA, não é?!" Eu não costumo ter dúvida, sabe. É que nem com fancha, sempre dá pra saber. E, apesar de não ter dúvida de que é female born, a questão fica no ar.
Eu fico entre o leve incômodo com a professora e o delicioso incômodo das pessoas dançando, e eu ali, sentada.
A aula acaba e eu decido ir perguntar pra professora de outros lugares com boas aulas de tango. Quando ela pede pra eu esperar um pouco, um susto: a voz é de um cara! Eu fico zonza, sem entender bem o motivo. Não estou mais prestando atenção nas pessoas. Ela volta e eu não estou prestando muita atenção: olho as roupas, o cabelo, o jeito. Queria que a conversa fosse outra, mas é claro que nada além de tango pode ser discutido.
Você está sentade conversando com algumas mulheres mais velhas, trinta e poucos, que são muito simpáticas. Uma delas, até beeem bonita, dá mais papo. Conversa, pergunta, responde. Será que é a idade dela que deixa você menos confiante? Sim e não. É uma auto-confiança diferente, uma atitude, sei lá. Situação inesperada e nova. Gostei dela. (Com o canto do olho você percebe onde a fancha gatinha da pista se senta.)
De repente percebo que a mulherada ta levantando. Vão uma a uma se despedindo de mim. A fancha da atitude dá um sorriso e pergunta se nos vemos na próxima aula. Eu respondo que não, volto na segunda pro Rio. O sorriso some. Ela se despede e vai. Eu penso: "é, deveria ter agido antes." Uma das mulheres chama uma guria do outro lado, diz meu nome e fala pra eu ir ficar com elas. É o grupo da fancha gatinha!
No meio da conversa descubro que a guria é americana, ufa, o inglês facilita a vida das duas. Até porque, do nada estamos discutindo política e direito: Constituição americana x brasileira, diferentes interpretações das leis pelos juízes...delícia! Aí ela me vem com o papo de que tango é só caminhar. Ha-ha. "Yeah, right!". "Ok, I'll show you." A gente levanta e ela diz que vai guiar. Eu paro, olho, levanto uma sombrancelha... "What? You wanna lead?" Haha, claro que sim! Mas não sei como, então, não tem jeito: ela põe a mão nos meus ombros, eu seguro os braços dela e ela manda eu fechar os olhos - outra levantada de sombrancelha. Segundo ela, é mais fácil pra ser guiada. Ela diz pra eu sentir a força (Ui, menina, não faz/faz assim!) que ela faz com os braços, que é pra onde eu devo ir. A gente dá duas, três voltas. Umas risadas, giradinhas.
Aí as outras meninas da mesa voltam: entre elas a menina com quem ela tava dançando. Quando paramos a "andadinha" de tango e ficamos conversando, a outra vem por trás e abraça a guria, te olhando com cara de "essa aqui tem dona". Opa! Nós voltamos pra mesa, eu sento e elas vão dançar. A namorada faz questão de beijar a gatinha enquanto me olha. "Xii!"
Eu assisto mais um pouco a Milonga - elas dançam bem - e vou me despedir. "Why so soon?" "Por causa da tua mulé que quer me matar!" penso.
Andando pro albergue eu me sinto satisfeita. Valeu muito ter "só" assistido.
Seus dias na cidade vão passando entre cafés, caminhadas, corte de cabelo novo, o fim dos seus Blues favoritos, caderninho sendo escrito e muito frio.
E uma decisão: cansei de mulheres sem atitude. Quer, vem buscar!
Não entendo por que ficar esperando a outra chegar. Se gostou do que viu, vai lá, oras.
E pra vocês, meu lugar favorito:
¡Hasta luego!
28.7.09
: WORLD OUTGAMES :

Em Copenhague, acontece agora o World Outgames. São 5,500 atletas gays, de vários países, número aquém dos 15,000 esperados pela organização. Mas a tendência é que esse número aumente nas próximas edições! :D De qualquer forma, a gt comemora!!!
Agaleria de fotos e a reportagem
aqui.
27.7.09
: :: I love Copacabana :: :

Aqui, um frame do filme sobre uma lésbica que se apaixona por um travesti. Tudo em Copacabana. Para ver o trailer: Elvis'E'Madona
20.7.09
17.7.09
16.7.09
: :: Estamos alertas! :: :
Eu sempre freqüentei estabelecimentos do Grupo Matriz, sempre fui a festas gay-friendly em suas boites e sei que uma festa declaradamente fancha que tem aqui no Rio - a Hey Ladies - já teve edições (foram mais de uma?) em uma dessas boites. Maaaaaaas como já passei por situações semelhantes, em locais nos quais nunca esperaria que houvesse espaço para esse tipo de preconceito, resolvi escrever para eles pedindo para que esclarecessem a posição do Grupo Matriz a respeito desse tema.
Aqui segue a resposta:
"(...) É de conhecimento geral, que as casas do Grupo Matriz têm sido locais de convivência harmoniosa de todos os tipos de público. Mesmo nosso quadro de funcionários, em TODOS os níveis, é o mais diversificado possível, uma vez que o que conta aqui é competência profissional e honestidade.
(...)
- Qual a posição do Grupo Matriz a respeito desse tipo de situação, pedidos como o que esse segurança fez são política da casa?
Uma orientação deste tipo jamais poderia ter partido da gerência ou diretoria. Queremos que as pessoas que frequentam nossas casas exerçam o direito de serem felizes. Se algum frequentador se sentir desconfortável com a manifestação de felicidade dos outros que procure outras casas para se divertir. Claro que sexo explícito não pode e isso vale para todos.
- O Grupo Matriz acredita em dar tratamento diferenciado a casais heterossexuais e homossexuais?
Não. Vivemos ainda em um mundo cheio de preconceitos, mas não queremos isso aqui. Cabe a nós treinar, selecionar e orientar os funcionários. Esperamos que os frequentadores nos ajudem com esta vigilância.
- Quais medidas serão tomadas em relação a esse fato?
O relato de sua amiga está sendo encarado com seriedade, mas, mesmo vendo sinceridade em seu e mail, não temos o direito de condenar ninguém. O argumento dele é que havia outro casal hetero que também foi repreendido. Afastamos preventivamente o funcionário em questão e estamos procurando profissionais sérios que possam orientar melhor nossos funcionários neste sentido, através de palestras ou treinamentos.
Espero ter respondido suas dúvidas, mas se algo ainda não ficou claro, estamos aqui dispostos a atendê-la novamente.
Agradeço a preferência de vocês e suas amigas e fique certa que o tratamento indistinto, característicos de nossas casas, ficará ainda mais consistente depois deste triste episódio.(...)"
É isso. Bom saber que há o canal para discutir esse tema e que seremos respondid@s. A gente está de olho e não tolera preconceito.
Marcadores: boteco salvação, grupo matriz, homofobia, preconceito
15.7.09
: :: Quão hetero??? :: :
How hetero are u?
O meu está aqui, qual é o seu?!

;)
Marcadores: how hetero, Parada Gay Estocolmo, Pride Stockolm
10.7.09
Bullying Homofóbico
Foi sua mãe que o encontrou.
Jaheem Herrera, da Georgia, também de 11 anos, em 16 de abril, também cometeu suicídio após sofrer o mesmo tipo de abuso.
A mãe de Carl, Sirdeaner Walker, diz ter feito tudo que podia nos meses em que assistiu seu filho sofrer: entrou em contato com a escola, foi a todas as reuniões de pais...Mas aparentemente a escola fez pouco.

Agora, junto a GLSEN, Gay, Lesbian and Straight Education Network, ela vem exigir frente ao Congresso norte-americano solução para o problema, segundo ela, nacional, de bullying: a aprovação do Safe Schools Improvement Act - Lei que vai criar programas para auxiliar as escolas a lidar com o bullying homofóbico.
E aí, já parou pra pensar o que significa ficar chamando os coleguinhas de viado? Mesmo aqueles que adoram Madonna, ou amam aquele longo que você usou nos seus 15 anos (obrigada pela mãe, claro), ou perdem a linha ao encontrarem aquela cueca da CK?
Bem, tsc tsc tsc. Que coisa feia, fancha!
Beijes a todes!
8.7.09
Para descontrair!
Bia: Em nossa busca semanal por informações lésbicas, Helena e eu nos deparamos com a estréia de um seriado deveras interessante. A LOGO, rede de televisão a cabo especializada em assuntos GLBT (disponível no Brasil) estreou nessa segunda feira, 08 de outubro, a série Exes and Ohs (o título é uma espécie de gíria americana para beijos e abraços), que conta a história de Jennifer, uma produtora de cinema que busca encontrar a namorada perfeita. Para isso, ela precisa passar pelas regras da vida lésbica, e acredite, não será nada fácil.
Helena: O seriado é baseado no curta metragem The Ten Rules: The Lesbian Survival Guide (Guia de sobrevivência lésbica: as dez regras) de 2002, produzido, escrito e estrelado pela americana Michelle Paradise. Imediatistas que somos, não conseguimos esperar os episódios e fomos atrás do tal curta que dá origem ao seriado.
Bia: Encontramos o curta no youtube. Infelizmente, a versão legendada ainda não está disponível. No entanto, por mais que o lesbianismo seja um fenômeno universal, resolvemos dar um toque tupiniquim e fazer as nossas próprias concepções a respeito das tais regras.
Regra 1: Nem todas as lésbicas se parecem. Not all Lesbians Look alike.
Helena: Se você crê que todo tipo de lésbica segue um padrão estético identificável, mude suas concepções. Há lésbicas para todos os gostos, de todas as tribos, com todas as formas e idades. Um gaydar so estará apurado se for além do senso estético e puder captar a essência feminina de cada uma. Reconhecidas as devidas diferenças, não queira transformar-se num clone de ninguém. O que nos leva à segunda regra...
Regra 2: Casais lésbicos de muitos anos podem se parecer
Bia: É, depois de muitos anos, mesmo lutando contra, você vai acabar absorvendo coisas boas - e ruins - da sua namorada. A Helena virou fã inveterada de cool Jazz; eu dancei a dança da minhoca. Uns têm sorte... outros, nem tanto.
Regra 3: Amigas: possibilidades de encontros
Helena: É triste, mas verdade. Dadas as limitações do mundo lésbico, precisamos admitir que nossas amigas figuram nas possibilidades de futuros encontros amorosos. A origem do "rebuceteio" estaria na nossa própria incapacidade de excluí-las do círculo amoroso? Quem sabe? Fato é que deve-se sempre ter em mente que a amiga de hoje pode ser a namorada de amanhã. Logo, não brigue.
Bia: Uma vez, ao tentar dar um fora numa garota, disse-lhe delicadamente que nós poderíamos ser amigas. Sabem o que ela me respondeu?
"Tudo bem, eu não durmo com meus inimigos".
Na hora virou motivo de piada, mas se pararmos para pensar, isto realmente acontece. Sem falar que às vezes dá certo! Aquela pessoa que sempre sonhamos pode estar bem ao nosso lado. Bem... na pior das hipóteses, ela estará cheia de amigas interessantes e solteiras para apresentar a você. Amigas das amigas também são possibilidades de encontros.
Regra 4: O ano lésbico equivale ao ano do cachorro. Ou seja, 1 mês = 7 meses lésbicos.
Bia: Piadinha da semana:
Pergunta: "O que uma lésbica leva num segundo encontro?
Reposta: "O caminhão de mudança"
Calma, não é bem assim! O problema é que os anos lésbicos funcionam de maneira diferente. Logo, se você namorar uma garota há 5 meses, terá na verdade 2 anos e 11 meses! Já estará mais do que na hora de casar.
Tá vendo Helena, seus relacionamentos foram duradouros, o problema é que você desconhecia essa regra...
Para os casais gays estáveis: O que vem depois das bodas de diamante mesmo?
Regra 5: Um relacionamento só termina de verdade após o quarto "casinho" ou após seis meses de separação.
Helena: Vejam só! A regra preferida – e mais ignorada – pela Beatriz! Mês passado, a Bia conseguiu a proeza de se envolver com uma amiga minha que havia terminado um relacionamento de 3 anos (21 anos lésbicos!) e era muitíssimo minha amiga, assim como a outra ex. O namoro havia acabado havia quatro meses. Eu avisei: furada!
Adiantou? Não.
Certinha, bonitinha, de família. No primeiro beijo (isto mesmo, no primeiro beijo), encantada, pediu a Bia em namoro. Romântica inveterada, nossa "heroína" aceitou sem pensar duas vezes. Três dias depois, havia se tornado a mulher mais odiada da cidade por ter acabado com as esperanças de volta do casal gay mais estável que se conhecia até então. Cinco dias depois, como era de se presumir, tornou-se a SOLTEIRA mais odiada da cidade. A menina acabou o namoro dizendo que estava confusa e, claro, voltou pra ex!
A Bia veio chorar no meu ombro.
Bia: Na verdade, não foi exatamente no seu ombro que eu fui me consolar, não é, meu amor?
Regra 6: Escolha um apelido ou alguém vai escolher um para você
Bia: Gente! É verdade! a Helena, por exemplo, poderia ter se safado de ser carinhosamente chamada de "Hell" (inferno em inglês). (se houvesse tido alguma idéia criativa antes) – Para isto, bastaria apenas um pouco de criatividade e não esquecer que o tempo passa rápido. E eu não seria chamada de "pepino verde dançarino de micareta" graças a um emoticon de MSN.
Helena: Ah é? Pois conto que na vida real, eu (Helena) tenho um sobrenome bem "forte" e acabei impondo-o para terceiros. Resultado: meus apelidos não pegam. A Bia é um prato cheio, todo dia há um novo pseudônimo para ela:
Apelidos da Bia (na vida real):
- verde, doente (inventa doenças para não ir à balada)
- ferrolho (a vida toda no mesmo buraco – este é o mais digno)
- condessa imortal (quem mandou agarrar uma vampira?)
[história a ser narrada no manual da lésbica contemporânea]
Regra 7: Ex namoradas nunca vão embora, elas se tornam melhores amigas.
Bia: Das minhas 10 melhores amigas, ao menos 6 são ex namoradas ou ex casos. A mesma porcentagem é valida para as 10 maiores inimigas da Helena. Para toda regra há uma exceção, certo?
Regra 8: Toda lésbica é dramática por essência
Bia: Se você achou um dia que a única vantagem de namorar um homem seria a virilidade na hora de matar uma barata ou trocar um pneu de carro, você estava enganada! Nada mais complicado do que ter que lidar com duas TPMs por mês (a sua e a alheia).
Entretanto, há males que vêm para bem. Mesmo com o pequeno contraponto de ter brigas exponencialmente maiores do que deveriam ser, você sempre terá companhia para assistir àquela comédia romântica, sem zombar porque você chora do começo ao fim do filme.
Helena: Lembre-se: os pequenos atropelos do seu namoro tomarão proporções homéricas e serão lembrados eternamente. Esteja preparada para os dramas lésbicos desde já.
Há ainda a grande probabilidade de você inadvertidamente ficar com alguém que namorava outra pessoa (olha, que safada) e, a partir daí, começar a levar a culpa por coisas que não fez (toda vez que um casal de longa data termina o relacionamento por aqui e as namoradas são minhas amigas, se especula com qual das duas a Helena – aquela filha da p… – ficou para destruir o amor perfeito do casal. Tudo isto repousa numa história infeliz que aconteceu há anos, mas que ninguém esqueceu. Drama lésbico, querida… não há como escapar.
Regra 9: Uma lésbica está separada de outra em apenas um grau
Bia: É a boa e velha teoria do "rebuceteio". Se você nunca pegou aquela bolacha, já pegou alguém que ela pegou com toda a certeza. Caso contrário, nem tente ficar: a ligação vai ser interurbana - vocês não moram na mesma cidade.
Regra 10: Grab the Bull by the horns – agarre o touro pelos chifres.
Helena: Se você espera que ela te convide para sair, lembre-se de que vocês são duas mulheres. Há sempre a chance de ela querer, mas ainda estar inebriada pelo posicionamento passivo dado à mulher na sociedade convencional. Você precisa agarrar o touro pelos chifres (juntar coragem) e fazer o convite pessoalmente. Aprenda a ter atitude, ou você morrerá de fome, literal e metaforicamente!
De posse das 10 regras, a heroína do Exes and Ohs se lança no rebuceteio e vai tentar ser feliz – assim como nós. É uma espécie de The L Word, sem todo o dramalhão. Vale a pena conferir!
Para quem deseja ver o vídeo do 10 rules:
PARTE 1:
PARTE 2:
PARTE 3:
5.7.09
Pais se recusam a revelar o sexo de criança de 2 anos
vale a pena dar uma lida e pensar sobre...
2.7.09
: :: Mais um! :: :
Como se não fosse absurdo o suficiente, tem mais gente, dessa vez no Peru, querendo proibir gays e adúlteros na polícia argumentando que ambos prejudicam a imagem da instituição. Ninguém merece.
Pelo menos,

agora a Índia descriminalizou relações sexuais consentidas entre pessoas adultas do mesmo sexo! A Lei anterior (em vigor há 148 anos) foi considerada "violação dos direitos fundamentais".
Alguma notícia tem que ser boa, né?!
Um brinde a todes nós! (por essa notícia)
1.7.09
Fuck you very, very mu-u-u-ch! 2 -> À moda brasileira
(www.blogstonewall.blogspot.
: :: Fight for Our Rights :: :

Apesar das mais de 160.000 assinaturas a favor do Tenente Dan Choi em sua defesa contra a política "Don't Ask Don't Tell" do exército americano, o comitê responsável manteve a posição de demití-lo por ser homossexual.
No entaaaando, a decisão do comitê ainda tem que ser sancionada pela Presidente da Câmara, Nancy Pelosi.
Assinem (antes de 4 de Julho) a carta em favor de Dan Choi e de todos os outros militares que querem garatido o direito de assumir sua opção sexual livremente aqui: Courage Campaign - repeal DADT
Bjos militantes!
30.6.09
29.6.09
:: : Fight for our rights : ::
venho aqui solicitar a participação de todes em mais um movimento contra o preconceito.
Está circulando na internet um abaixo-assinado para apoiar o Tenente Dan Choi, que está sendo julgado por ser homossexual. No link a seguir vocês podem ler sobre a situação e assinar a carta de apoio ao Tenente: Courage Campaign - Lt. Dan Choi
As assinaturas estão sendo recolhidas até amanhã, terça-feira.

Aqui, uma sugestão de texto por nossa querida Carmencita!
"Stating, a priori, that being openly homossexual equals not being morally fit to serve your country is a state institutionalization of prejudice. It is those who want to punish, segregate and deem immoral that should, in a Democratic State of Law, prove the automatic correlation between being homossexual and being inapt to serve your country with honor.
A Democratic State of Law should never allow the institutionalization of prejudice - pre-judging is against our core democratic values. It is the one who accuses that must prove guilt - not the defendant who must prove inocence.
No more second class citizenship!"
(Afirmar, a priori, que se declarar abertamente homossexual equivale a não ser moralmente capacitado para servir seu país é uma institucionalização estatal do preconceito. São esses, os que querem punir, segregar e julgar imoral, que deveriam, em um Estado Democrático de Direito, provar a correlação automática entre ser homossexual e ser inapto a servir sua nação com honra.
Um Estado Democrático de Direito em momento algum deveria permitir a institucionalização de um preconceito - pré-julgar vai contra o cerne dos nossos valores democráticos. É aquele que acusa que deve provar a culpa - e não o acusado que deve provar inocência.
Nunca mais cidadãos de segunda-classe!)
28.6.09
PARA TUDO!
vossas senhorias sabem que dia é hoje? Têm idéia do que estava acontecendo na madrugada do dia 28 de junho de 1969 no Stonewall Inn, em Greenwich Village, NYC?!!?!
STONEWALL RIOTS!!! UHULLLL /o/
Uma série de manifestações por parte da comunidade gay norte-americana, em resposta a violência constante a que eram submetidos pela polícia, entrou para a história do ativismo LGBTTIQQ2S! Até aquele momento, a galera havia aguentado de tudo em silêncio: surra, prisão e todo tipo de humilhação sancionada pelo Estado.
As políticas anti-gay dos US ia desde a demissão dos cargos públicos daqueles suspeitos de conduta homossexual até a proibição de se usar roupas identificadas como sendo do gênero oposto (gente, eu tava fudide!).
Em outras palavras, essa galera, cançada de ser pisada, humilhada, taxada de doente e sei lá mais o que, um dia olhou prus puliça que estavam mais uma vez entrando no seu território pra mandá todo mundo pro xilindró - se eles tivessem sorte! - e disse: BASTA! Aí o pau comeu!
Atenção especial pras fanchas no front! YEAH!Se alguém estiver por dentro do assunto, por favor, manifeste-se!
Se alguém tiver interesse em saber mais sobre esse período sombrio da nossa história - se alguém disser que não faz parte da "nossa" história porque não aconteceu no Brasil, leva um cascudo! (no sentido ruim!) - eu super, hiper, mega indico Stone Butch Blues:
Sim, é e autore na capa.Livraço!
Wikipediando: Leslie prefere ser chamade pelos pronomes gender-neutral: "hir" e "ze". Hehe...adoro!
Procurando mais informações (e rodando sem rumo) pela internet, eu encontro nossa ...ahhnn...como se chama a pessoa que faz Graphic Novel? Cartunista? Bem, não sei, mas ela é a nossa favorita: Alison Bechdel, falando sobre Stonewall: aparentemente o próximo trabalho dela (mal posso esperar!!!!) vai mostra-la em uma Pride march em NY nos anos 80. Taí a imagem que ela liberou:

Pra mais info, tem o link do Dykes To Watch Out For aí do lado.
Nossa querida Alison também colocou um link no seu blog de fotos recém liberadas dos riots de 69, tá aí, ó:
http://cityroom.blogs.nytimes.com/2009/06/01/images-from-the-stonewall-uprisings-final-night/?scp=2&sq=stonewall%20photos&st=cse
Ufa. Cansei.
Acho que é só isso. Até mais!
ps. Carmen, sei que estou devendo um relatório completo da Parada Gay de SP. Será postado logo logo. Pó deixa!
12.6.09
Informes da Parada de São Paulo
Informamos que não temos porra nenhuma para informar.
Mandamos uma equipe de reportagem para a Parada, mas acho que elas se confundiram com "equipe de sacanagem". Devem estar se pegando com as gurias paulistas tudo e esqueceram de mandar uma linhazinha sequer.
Nem um sms. Agora vejam vocês.
Bem, vou parar de reclamar porque, na verdade, acho que elas estão certas e eu faria exatamente a mesma coisa. Até lá, ficamos com o jornalismo-cidadão: alguma leitora ou algume leitore tem algo a reportar para a base, câmbio?
Um beijo P*R*I*D*E,
Carmen Sandiego, morrendo de inveja e ainda trancada em quarentena por conta de um projeto de dissertação.
4.6.09
: :: MAIS UM :: :
A notícia no G1
So, horraaaaaaay for the gay!
2.6.09
Upside down
Por que tudo isso? Ah, nada de mais, só o ex vice presidente norte-americano Dick Cheney - sim, aquele que defende a eficácia da tortura (assistir Rachel Maddow) - que num bate-papo com jornalistas resolveu soltar a bomba de que apóia o casamento gay:
Cara, to passada! Ok, eu já sabia que ele tinha uma filha fancha, mas , sério, quem poderia prever que o cara fosse apoiar publicamente a galera!?
Tudo bem, politólogos de plantão, eu sei que é uma manobra política, DÃH! Ele quer concorrer pra presidência, a questão tá em debate nos States, o partido Republicano tá que nem barata tonta porque agora é minoria no Congresso...
...mas, mas ...CASAMENTO GAY, CHENEY E APOIO na mesma frase!?
Vocês têm noção do que isso significa? Um homem reconhecidamente conservador apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Isso é prova cabal da importância de se sair do armário; de se apresentar como homossexual para um mundo que pensa em nós como bestas do apocalipse, comedores de criancinhas, pedófilos e sei lá mais o que! Gente, faço minhas as palavras do nosso querido companheiro Harvey Milk:
Gay brothers and sisters,... You must come out. Come out... to your parents... I know that it is hard and will hurt them but think about how they will hurt you in the voting booth! Come out to your relatives... come out to your friends... if indeed they are your friends. Come out to your neighbors... to your fellow workers... to the people who work where you eat and shop... come out only to the people you know, and who know you. Not to anyone else. But once and for all, break down the myths, destroy the lies and distortions. For your sake. For their sake. For the sake of the youngsters who are becoming scared by the votes from Dade to Eugene.
E vou além: se possível, se não for perigoso, saia do armário para o mundo, não apenas para aqueles que estão à sua volta!
Até mais! o/
31.5.09
Fuck you very, very mu-u-u-ch!
Seguinte: o povo pegou a música "Fuck You", da Lilly Allen, que manda aquele foda-se piscante para os homofóbicos, e fez videozinhos bem-humorados. Apoiei.
(apoio principalmente as fanchas francesas gatinhas)
Seguem dois vídeos (versões americana e francesa, respectivamente), o blog que está organizando a versão brasileira e a letra da música com tablatura, para você decorar e tocar na próxima festinha abacaxi.
Blog Stonewall, organizando a versão brasileira: http://blogstonewall.blogspot.com/
Participa, fancha! Chama os amiguinhos, a mamãe, a vovó e a sua professora de literatura inglesa!
Lily Allen - Fuck you
E5 C#m
Look inside, Look inside, Your tiny mind
B5
Then look a bit harder, Cos we're so uninspired
F#m
So sick and tired
A B
Of all The hatred you harbour
[E5]So you say
It's not okay to be gay[C#m]
Well I think You're just evil
[B5]You're just some racist
[F#m]Who can't tie my laces
[A]You're point of view
Is medieval[B]
[E5]F*ck you, f*ck you
Very, very much[C#m]
Cos we [B5] hate
What you do
And we [F#m] hate
Your whole crew
So [A] please
Don't stay in touch [B]
[E5] Fuck you, fuck you
Very, very much [C#m]
Cos your [B5] words
Don't translate
And it's [F#m] getting
Quite late
So [A] please
Don't stay in touch [B]
[E5]Do you get Do you get
A little kick[C#m]
out Of being Small minded
You want to [B5]be Like your father
His [F#m]approval You're after
[A]Well that's not how
You'll find it[B]
[E5] Do you
Do you really enjoy [C#m]
Living a life
That's so [B5] hateful
Cos there's a [F#m] hole
Where your soul
Should be
You're [A] losing
Control of it
And it's really
Distasteful[B]
[E5]F*ck you, f*ck you
Very, very much[C#m]
Cos we [B5] hate
What you do
And we [F#m] hate
Your whole crew
So [A] please
Don't stay in touch [B]
[E5] Fuck you, fuck you
Very, very much [C#m]
Cos your [B5] words
Don't translate
And it's [F#m] getting
Quite late
So [A] please
Don't stay in touch [B]
[D5] Fuck you, Fuck you, Fuck you...
[E5] Fuck you, Fuck you, Fuck you...
[Em]Fuck you, Fuck you, Fuck you...
[G]Fuck you, Fuck you, Fuck you...
[A]Fuck you, Fuck you, Fuck you...
[E5]You say, you think we need to go to war[C#m]
well you're already in one
'Cos it's people[B5]like you
that [F#m]need to get slew
[A]No one wants
your opinion[B]
[E5]F*ck you, f*ck you
Very, very much[C#m]
Cos we [B5] hate
What you do
And we [F#m] hate
Your whole crew
So [A] please
Don't stay in touch [B]
[E5] Fuck you, fuck you
Very, very much [C#m]
Cos your [B5] words
Don't translate
And it's [F#m] getting
Quite late
So [A] please
Don't stay in touch [B]
29.5.09
Hilário
Nome popular: Sapatão
Nome científico: Sapathus enormyus
Hábitos: essencialmente diurnos.
Habitat: costuma viver entocado. Às vezes identificado em proximidades de lagoas, praias, grandes áreas arborizadas ou montanhas, exercitando-se.
Organização social: em casais. Também encontrado, com menos freqüência, em grandes grupos organizados de seres da mesma espécie.
Acasalamento: imediato, de parceria duradoura. Não resulta em procriação.
Alimentação: Há muitos registros de Sapathus enormyus cuja alimentação baseia-se majoritariamente em vegetais e carboidratos, completando suas necessidades de proteína com derivados de soja diversos.
Sangue: de temperatura elevada, costuma subir à cabeça e causar transtornos de relacionamento com demais seres da mesma espécie.
Aparência: Os espécimes de Sapathus enormyus de mais simples identificação possuem cabelos e unhas bem curtos.
Camuflagem: Há registros de Sapathus enormyus que conseguiram se camuflar com sucesso em sociedade fazendo uso de calçados de salto alto, saias e comprimentos mais longos de cabelo.
Fenômenos da espécie: Da associação de dois Sapathus enormyus diferentes costuma derivar um casal que, após certo tempo de convivência, passa a se assemelhar fisicamente, de maneira natural, mas não menos impressionante.

Fancha bem humorada é o que há, não é?! Ai, ai...Falando nisso, vou assistir Rachel Maddow!
Beijosmeliguem
24.5.09
Mas e as crianças?
Muito prazer, eu serei mais uma, outras vezes serei mais um - vai depender do meu humor - a colaborar com esse espaço de diversidade e baboseiras. Sintam-se mais do que livres pra meter o pau - só não vale se for orgânico - ou elogiar. Se estiverem gostando muito, podemos marcar um date ou mesmo pular logo pro que interessa: a sobremesa!
Como estou num clima sério, vamos falar de coisas sérias:
Quando a pauta do dia é homossexualiDADE, podemos cair numa quantidade infinita - vamos não filosofar aqui, ok? infinito = pra caralho (1:34) - de sub-tópicos: direito ao casamento [que, por sua vez, possui seus próprios sub-temas: paridade juridica e/ou sociológica com o dos heteros; possibilidade de negação da celebração pela instituições religiosas etc]; criminalização da homofobia; qual a opinião da Rachel Maddow sobre a questão da CIA ficar mentindo pros Congressistas americanos - ponto mais relacionado a questão fancho politicus - etc.
Nesse universo todo, acredito eu que uma questão em especial deixa muita gente com a pulga atrás da orelha: qual o impacto causaria nos toquinhos de gente serem criadas por duas mamães, dois papais, dues ...hã... pessoes?!?! ou seja: por qualquer indivíduo que não possua, desde o nascimento, os quesitos anatômicos necessários para ser encaixado no binário de gênero.
Eu já fui testemunha de declarações desse tipo: "não tenho preconceitos, mas na frente do meu filho não quero." Ou então algo como "mas aí vai induzir, influenciar a criança, que não sabe distinguir as coisas".
Gente, pelamordedeus, parem pra pensar no que estão falando!!!! Distinguir o que? Bem, eu costumo mentalmente completar a frase: distinguir entre o certo e o errado.
Muita gente confunde tolerância com indiferença. Vamos lá:
Palavras sábias de um dos meus autores favoritos, Patrick Califia, em Sex Changes - The Politics of Transgenderism.
Vamos lá, né, gente! Quantos de nós não fomos criados por pais heterossexuais? E, mesmo assim, olha só no que deu!!! Ou melhor, ainda damos! Ou não dá, só come, sei lá...
Vou até mais longe: farei minhas as palavras de uma palestrante que, ao ser perguntada se, no caso de liberalização geral dessa parada de crianças criadas por gays, o número de homossexuais não aumetaria. Ela não apenas disse que sim, disse que seria ótimo se aumentasse! Pois aumentaria o número de indivíduos sexualmente livres, que não foram cruelmente reprimidos, mas que tiveram a chance de se descobrir sem medo, investigar desde novos a sua sexualidade.
A partir desse ponto, cares amigues, eu apresento dois acontecimentos interessantes do envolvimento de crianças - estivessem elas ou não entendendo ou a par da situação - na questão do casamento homossexual nos US.
Primeiro, aqui vai uma propaganda da NOM - National Organization for Marriage - contra o legalização do casamento homossexual em New Hampshire:
COME ON!!!! Isso lá é argumento? "Our kids will be thought a new way of thinking" E isso é ruim? Quando eu ouvi fiquei toda "UHULL" e eles ficam tristes?!?
Eu vou copiar aqui o comentário de um ex-Mormon q eu li, tá?:
Speaking as a parent, I find this commercial completely insane ... By the same logic, you could argue that Hindus need to be segregated from monotheists: "Mommy I heard that some people don't believe that Adam and Eve were real -- and they believe in lots of gods that look funny to me. I'm confused!"
Agora uma coisa fofa:
Gente, esse mulequete de 9 anos, depois que soube que um casal gay do bairro não podia casar, resolveu, fácil assim, organizar um protesto! UM PROTESTO!!!!
Cara, mesmo que, obviamente, não tenha sido ele a escrever o discurso acima, foi dele a idéia de, depois de ouvir insultos homofóbicos no playground, juntas mamães, papais, amiguinhos, professores pra apresentar sua opinião! GE-NI-AL!
Aparentemente - pra alguns assuntos - idade não é empecilho.
Bem, ficou um pouco cumprido, né? Sorry.
Até a próxima. Beijos.
22.5.09
Que Fim Levou a "Proposition 8"?

Foi anunciado hoje que terça que vem, dia 26 de maio de 2009, a Suprema Corte da Califórnia (SCC) vai decidir se a “Proposition 8” é ou não inconstitucional.
Só pra lembrar, no dia 15 de maio de 2008 a SCC legalizou o casamento para todos. Desde então até o dia das eleições presidenciais em novembro do mesmo ano, cerca de 16,000 casais do mesmo sexo se casaram. A Califórnia era um grande arco-íris feliz até seu povo decidir, por voto popular com uma margem estretíssima (52% a favor e 48% contra), que esse direito deveria acabar no momento em que aprovaram a Proposition 8. Também refrescando a memória coletiva, a Prop 8 é uma medida que restringe a definição do casamento no estado da Califórnia entre a união de um homem com uma mulher. Mas, como toda briga por direitos iguais não termina de um dia pro outro, os casais homossexuais californianos e seus aliados entraram com um processo na justiça no dia seguinte das eleições alegando que a Proposition 8 ia contra a constituição da Califórnia, porque discriminava um grupo específico de pessoas e negava a esse grupo um direito dado a maioria.
(E dá-lhe passeatas e protestos em frente a igreja Mormon, uma das principais doadoras pra campanha da “Yes On Prop 8”)
No dia 5 de março deste ano, a SCC escutou os argumentos pró e contra a Proposition 8, mas só divulgará sua decisão final na próxima terça-feira, dia 26. A grande decisão a ser feita é julgar se a Proposition 8 representa apenas uma emenda a constituição da Califórnia (nesse caso ela permanecerá parte da lei) ou uma verdadeira revisão da Constituição. Neste segundo caso será preciso a aprovação de 2/3 do legislativo para que a Prop 8 permaneça em vigor.
Infelizmente, a maioria dos advogados locais acreditam que a Corte julgará a favor da maldita Prop. 8. Se essa lástima realmente acontecer a solução é esperar a questão ser novamente colocada a critério do voto popular, seja no ano que vem ou em 2012.
E até lá, mesmo não sendo californianas ou americanas, devemos continuar com o ativismo e sem perder as esperanças. Mas, acima de tudo, deveríamos conversar com pessoas que discordam com a gente sobre a importância do casamento para todos. Pois apesar de difícil, é engajando o outro lado que eventualmente conseguiremos mudanças positivas tanto na Califórnia quanto no Rio, e no resto do mundo.
19.5.09
Apresentando a caloura-abacaxi do nosso blog:
Eu achava que o renomado presidente dos EUA, Barack Obama, fosse progressivo e liberal o suficiente para não ver o menor problema com a questão do casamento para todos. E aparentemente era isso mesmo que ele apoiava em 1996. Curiosamente no entanto, sua política vem mudando e ficando cada vez mais conservadora. Achei estranho quando ele convocou o ministro Rick Warren para conduzir a reza no dia de sua inauguração, mas até aí eu acreditava que a estratégia era tentar dimunir a divisão entre os mais liberais democratas e o mais conservadores republicanos, e passar uma imagem de um Estados Unidos mais unido, onde pessoas de opiniões divergentes pudessem dividir o mesmo espaço. No entanto Obama vem tomando uma atitude cada vez mais ambivalente a respeito dos direitos de pessoas homossexuais, dizendo por exemplo ser a fovor dos direitos iguais para todas as pessoas, mas ser contra o casamento para todos por causa de sua religião. Hein?
Fica óbvio que o presidente americano está mesmo é querendo agradar a Gregos e Troianos e tentando ficar em silêncio e em cima do muro a respeito do assunto o maior tempo possível.
Esse artigo do Washington Post fala mais a fundo sobre o assunto, e discute também a mudança ainda mais extrema de posição do ex-prefeito de Washington D.C., Marion Barry, que em 1978 era o único candidato a prefeito que simpatizava com as causas de pessoas gays, e semana passada foi um dos líderes do movimento contra o casamento para todos. Vai entender!
Mas legal mesmo é o vídeo do Daily Show com Jon Stewart falando da aprovação do casamento no Maine e zoando essa mudança de posição do Barry, vale a pena conferir!
Segue abaixo o link do artigo completo do Washington Post escrito pelo jornalista Marc Fisher com o vídeo do Jon Stewart no meio:
http://voices.washingtonpost.com/rawfisher/2009/05/barry_obama_the_winding_road_t.html
_ Katchoo Krukowski
17.5.09
7.5.09
Mais um pontinho no mapa - vamos celebrar!
New York Times
By ABBY GOODNOUGH
Published: May 6, 2009
BOSTON — Gov. John Baldacci of Maine signed a same-sex marriage bill on Wednesday minutes after the Legislature sent it to his desk, saying he had reversed his position because gay couples were entitled to the state Constitution’s equal rights protections.
“It’s not the way I was raised and it’s not the way that I am,” Mr. Baldacci, a Democrat, said in a telephone interview. “But at the same time I have a responsibility to uphold the Constitution. That’s my job, and you can’t allow discrimination to stand when it’s raised to your level.”
Yet gay couples may not be able to wed in Maine anytime soon. Laws typically go into effect 90 days after the Legislature adjourns, which is usually in late June. But opponents have vowed to pursue a “people’s veto,” or a public referendum, in which Maine voters could overturn the law.
The opponents would be required to collect about 55,000 signatures within 90 days of the Legislature’s adjourning to get a referendum question on the ballot. If they succeeded, the law would be suspended until a vote could be held. Depending on how soon signatures were collected, that would be in November or the following June.
The Rev. Bob Emrich, a leader of the Maine Marriage Alliance, one of the chief opposition groups, said he believed the law would be overturned but not without an intensive campaign.
“It’s not automatic by any means,” Mr. Emrich said. “The proponents of changing the law and redefining marriage, they are very well funded, they have a great organization, and they’ve been at this a long time.”
Maine is the fifth state to legalize same-sex marriage, and the bill’s enactment comes almost five years after Massachusetts became the first in the nation to do so. The other states are Connecticut, Iowa and Vermont.
The New Hampshire legislature gave final passage on Wednesday to a same-sex marriage bill, but Gov. John Lynch has not said if he will sign it. Mr. Lynch, a centrist Democrat, has said in the past that marriage should be limited to a man and a woman. Once the bill reaches his desk, he will have five days to act on it.
Mr. Baldacci announced his decision in Augusta, Me., about an hour after the State Senate gave final passage to the bill, which codifies marriage as a legally recognized union between two people regardless of sex. Under state law, the governor had 10 days to sign the bill, veto it or let it become law without his signature.
But Mr. Baldacci, who cannot seek re-election because of term limits, said he had spent considerable time researching the legal ramifications of denying gay men and lesbians the right to marry.
Mr. Baldacci earlier supported civil unions for gay couples, which are legally recognized and provide many of the state rights and privileges that marriage does. Civil unions are legal in New Jersey, Connecticut and Vermont, but the latter two states are phasing them out after adopting same-sex marriage laws.
Since Vermont became the first state to allow civil unions in 2000, gay-rights supporters have increasingly said they relegate same-sex couples to a separate and unequal category.
Mr. Baldacci said his past opposition to same-sex marriage stemmed from his Roman Catholic upbringing. Exploring his feelings on the matter — and listening to those of other Maine residents — was, he said, “very emotional, very much a sort of baring of the soul that you’re listening to and going through yourself.”
He described voters as “the ultimate political power in this state,” and said it was important for them to weigh in, too.
“I think they will see the reasoning that I had in regards to the issue,” he said, “but it’s their right to put their stamp on it.”
Katie Zezima contributed reporting from Augusta, Me.

P.s.: Vou usar a Rachel Maddow (ai ai...) para chamar atenção, aqui. Gente, momento CAMPANHA de FANCHA - não é "casamento gay". É casamento, ponto. Não precisa de qualificador - afinal de contas, não existe um "casamento inter-racial" na lei, existe?
Portanto, quando for escrever sobre isso no próximo email para a sua mãe, escreva:
_Puxa, mami, olha que legal, o Sindicato do Arco-Ìris conseguiu que passassem por lei o direito ao casamento lá no Maine! Nem precisou ser pelo Judiciário! Não é muito legal? (com trocadilho jurídico - dê uma risadinha nerd)
_O casamento gay, filha?
_Eu também acho casamento uma coisa muito gay, mãe, gay até demais pra mim aliás... Mas lá no Maine acho que os héteros também podem casar!
30.4.09
Lizzy the Lezzy
Pensei muito sobre o que escrever nessa 'inauguração' e decidi que nada melhor do que juntar um pouco de humor hebraico. Não exatamente humor judaico, talvez um humor judyko. heheh
Enfim, não sei se alguém já conhece essa animação. Descobri há poucos dias no youtube e tem vários episódios hilários! Aí vai um deles.
29.4.09
Que a Fancha esteja com você!
Sei que estou sumida, mas é a vida acadêmica que me suga mais que a Receita.
Como vocês sabem, um dos bafafás mais recentes que andam explodindo por aí (sem ser a gripe do porco-chauvinista) é aquela velha tensão entre liberdade de expressão e opressão.
Então, é comum que moderadores de listas de discussão tentem lidar com a imaturidade das pessoas probindo certas atitudes, o uso de certos termos e tal. Daí, como todo mundo usa "Viado!" pra xingar o coleguinha, pronto, ninguém pode falar de gay.
Ou isso, ou é como o pessoal do orkut, que acha que não é hate speech quando alguém usa "viado" pra xingar outra pessoa. É só liberdade de expressão. É totalmente diferente de chamar de "crioulo". Entendeu?
Assim, era uma vez, em uma galáxia muito muito distante, um servidor de jogo de star wars. Querendo evitar que os jogadores ficassem se agredindo verbalmente, baniram o uso de vários termos. Gay, por exemplo. Lésbica, por exemplo. Nigger, por exemplo.
Agora o pessoal botou a boca no trombone purpurinado e eles voltaram atrás.
Sabre de luz colorido tá liberado, galera!!! Uhuuul!

Mais sobre o bafafá cósmico virtual, aqui.
Usando a Força na minha dissertação,
Carmen Sandiego
18.4.09
5.4.09
30.3.09
: ::e a mulherada viiiiiibra:: :
Convertendo heteros em fanchas desde 1895!

http://3.bp.blogspot.com/_w11-zN7F-Ks/SDyNch1KABI/AAAAAAAABBI/GDQxxPvwwMI/s320/futsal+fem.bmp
(se liga na mãozinha)
E falando em futebol feminino: http://www.futebolfeminino.blogger.com.br
6.3.09
19.2.09
Ok. É oficial. Estou COMPLETAMENTE apaixonada.
Percebam os óculos. Percebam as piadas. Percebam o jeito de sacudir a coqueteleira. Percebam o gemido no final do vídeo.
Ai ai.
18.2.09
: :: Casais gays contra anulação :: :
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI27106-15228,00-CASAIS+GAYS+FAZEM+CAMPANHA+PARA+EVITAR+DIVORCIO+FORCADO.html
14.2.09
Cartões (Abacaxísticos) de Valentine's Day
Primeiro, um aviso. Desisti de editar o post abaixo. Eu reescrevi, coloquei fotinhos espirituosas, editei, coloquei link - tudo isso DUAS VEZES - e o post some. Então, desisti.
Agora, queria aproveitar a data para dividir com vocês dois links:
1) Rachel Maddow
Esses são cartões de Valentine's Day do site "Viva Rachel Maddow". Eu odeio Valentine's. Eu amo e-cards engraçadinhos. Eu amo sacanear datas bregas. Eu amo fanchas. Eu amo fanchas inteligentes. Eu amo fanchas inteligentes comentadoras políticas geeks chamadas Rachel Maddow.

Meus cartões favoritos: "I love you like a lesbian loves the constitution" e "watching Rachel Maddow intellectually bitchslap Buchanan and Scarborough brings me nothing but joy and happiness - see I'm not always negative!"
2) Someecards
Êta çaite porreta!! Adoro.
Era isso, gente. Aproveitem para mandar cartão pra fancharada toda.
Beijão no coração.
6.2.09
Abacaxi Com Tofu News
Aqui começa mais uma edição do jornal mais relevante da internet, o nosso ACT News.
Pãnanã pananã, pananã-pananã!
1) Café com Bolachas
Amanhã, dia 7, sábado, rola um piquenique das fanchas e das-que-confortável-e-decididamente-escolheram-não-escolher-e-sentar-lindas-em-cima-do-muro dessa cidade maravilhosa, promovido pelo povo do Laços e Acasos, grupo só de mulheres, ligado ao grupo Arco-Íris.
Vai ser na Quinta da Boa Vista (vai de 460 ou compra o bilhete do metrô de integração com a supervia, anda uma estaçãozinha só e vc chega, fancha), a partir das 13h, com concentração no portão principal. Só precisa levar comida, para contribuir com o piquenique, naquele estilo festa americana no play, de quando a gente ainda fugia da salada mista por causa da heteronormatividade pré-pubescente.
(imagina, gente, se eu ia beijar um moleque...)
Me parece uma ótima oportunidade para conhecer as atividades do grupo. Ainda por cima, engajamento sócio-político-militante a parte, vai que vc conhece uma guria muito gata por lá...
Eu e Tenente estaremos indo dar uma espiada na mulherada. Beijosmiliga.

(a de barba à esquerda sou eu)
2) Censura, mais uma vez, ô bichinho complicado...
Por ordem do Ministério da Justiça (segundo o Mix - o MJ pode ordenar alguma coisa do tipo? Achei uma competência meio estranha... Alguém sabe algo sobre isso?), o Google está sendo obrigado a tirar do ar sites com conteúdo de pornografia, pedofilia e discriminação.
Oba! Nada de discriminação! Comentários racistas, sexistas e homofóbicos fora da rede! Oba!
(Hum... Muita página de igreja e de político por aí conta como pornografia e discriminação, na minha humilde opinião, mas tudo bem...)
Não, não. Alegria de fancha dura pouco. A censura que viria tentar coibir comportamentos preconceituosos na rede - agora veja você - censurou blogs de lésbicas, como impróprios para menores de 18 anos e tirando do ar páginas do orkut.
(eu, que odeio orkut, acho que vou fazer um perfil agora só pra protestar e ser gay na última)
Eu sei. Quando falamos de censurar manifestações impróprias ao livre desenvolvimento democrático do pensamento, vem sempre aquela clássica questão - ok, mas quem decide o que é impróprio?
Calma. Não precisamos discutir aqui se John e Yoko pelados na capa da Rolling Stone é pornografia. Ou se uma foto do Davi de Michelangelo é pornô soft. Ou se não é sacanagem das grossas uma igreja que faz cultos em lugares sem alvará e que não são seguros, deve milhões de reais, cujos donos-fundadores têm patrimonio avaliado em 19 milhões, estão presos por evasão e ainda assim segue operando sem qualquer problema. Ou mesmo se o castelo de 20 milhões de reais do corregedor da Câmara, cujas empresas estão atoladas em dívidas trabalhistas, não-declarado ao fisco e "doado" a seus filhos, não seria sadismo snuf hardcore grupal sem consentimento de toda uma nação...
Não falemos disso. O ponto principal, aqui, e é por isso que eu me irrito tanto, é que blogueiras lésbicas têm tido seus blogs taxados como "impróprios". Ao lado de sites que objetificam mulheres para o prazer patriarcal, mas nunca vice-versa (e ainda fazem isso mal e mostram o sexo mais irreal, com mulheres entediadas gemendo mecanicamente, o que pra mim é quase um estupro financeiramente {muito mal} remunerado), de sites que mostram material de abuso sexual de crianças indefesas e que carregarão sequelas graves e indeléveis por toda a sua vida de atos de pura desumanidade, de páginas que pregam uma suposta "supremacia racial", violenta, nojenta e imbecil - ao lado de toda essa sujeira, nossos blogs, que falam de mulheres que amam mulheres.
É de fazer qualquer uma de nós perder a linha, comparar esse tipo de coisa com mulheres blogando sobre seu amor por outras gurias. Fanchas, gays, bissexuais, MTFs, FTMs, genderqueers, intersex e heteros que não aceitam esse tipo de discriminação, uni-vos!
Aqui, o abaixo-assinado contra isso. Sim. Está fora do ar, por algum "problema técnico" (aka meta-censura, também conhecida como censura dos meios de combater a censura).
"este abaixo-assinado está desligado ou fora da área de cobertura. Por favor, tente novamente mais tarde."
Aqui, um dos blogs que sofreu a censura e começou a campanha.
Eu, se fosse vc, não mexia com fanchas de TPM, Mr. Google... 'Don't be evil', remember?
3) Milk, o filme, teve sua estréia adiada para o dia 20.
Oba. Agora dá tempo de costurar um bandeirão!
Leve suas amigas e amigos ao cinema pra ver o filme. Mas não se esqueça, espalhe a notícia: nada de ver Milk no Cinemark! Boicote a companhia cujo CEO doa dinheiro para campanhas que nos oprimem e continuam a negar nossos direitos. Ou vamos esquecer o legado do próprio Harvey Milk e financiar quem nos discrimina?
22.1.09
Girl Fuck
Dá uma olhada nisso aqui, é in-crí-vel:
http://www.projectkooky.com/erika/comics/girlfuck/cover.htm
7.1.09
NARAYAN! Que FEIO!
(gente, que absurdo... Sério... Fundamentalistas da posse do outro assim me dão MUITO medo! Mulher from hell, cara... ME-DO!)
BBC:
Australiana é acusada de atear fogo em pênis do marido
Um tribunal na Austrália deu início ao julgamento de uma mulher acusada de ter ateado fogo ao pênis de seu marido.
A promotoria diz que Rajini Narayan, de 44 anos, despejou um líquido inflamável sobre o marido, Satish, de 47 anos, enquanto ele dormia.
Segundo o jornal australiano The Sydney Morning Herald, a promotoria afirmou que Narayan confessou o crime a vizinhos dizendo acreditar que estava tendo um caso amoroso.
A mulher disse aos vizinhos que era uma "esposa ciumenta" e que "o pênis (do marido) deveria pertencer a ela", disse o jornal, citando alegação da advogada Lucy Boord, da promotoria.
A ré teria dito que não tinha a intenção de matar o marido, mas de puni-lo pela infidelidade.
A promotora disse que Narayan falou para os vizinhos: "Eu só queria queimar o pênis dele porque ele pertence a mim e a ninguém mais, eu não queria que isto tivesse acontecido."
A casa de Narayan sofreu danos pelo incêndio, que se espalhou, supostamente, quando o marido dela acordou e derrubou o vasilhame que continha o líquido inflamável que ela acabara de despejar sobre o pênis dele.
Inicialmente Narayan havia sido indiciada por provocar o incêndio e colocar em risco a vida do marido e de seus três filhos, que estavam dentro da casa.
Mas a acusação foi reformulada depois que o marido dela morreu num hospital na semana passada.
Narayan está detida, aguardando uma avaliação de seu estado mental.
30.12.08
Adoro
ADORO.
Grupo conservador americano se revolta com anúncio da sopa Campbell em revista gay
Imagem da obra Sopas Campbell, de 1962, do artista da pop art, Andy Warhol
Um anúncio da sopa Campbell’s publicado na revista gay The Advocate causou a ira do grupo cristão e conservador American Family Association (AFA). De página dupla, o anúncio traz um casal de lésbicas e um pequeno garoto, que, segundo o texto da propaganda, é seu filho. Com isso, o grupo iniciou uma campanha para que o anúncio pare de ser publicado.
A empresa afimou que apóia os LGBT e observa que eles formam famílias como qualquer cidadão americano. Já o AFA enviou uma carta ao presidente da Campbell Soup, Douglas Conant, pedindo que parem de apoiar a causa gay. A empresa "não deve tomar partido dos LGBT, mas direcionar seus esforços para disponibilizar produtos de excelente qualidade", diz a carta.
O representante da Campbell's, Anthony Sanzio, afirmou que a posição da empresa "é muito franca. A diversidade é muito importante em nossos negócios. Por mais de um século, pessoas de diversos estilos de vida vêm consumindo nossos produtos, portanto, continuaremos criando uma comunicação que faça sentido para elas também".
(Fonte: G online)
24.12.08
13.12.08
Satchurdêi Náitch Considerêixons
Ô vida.
Pra compensar, depois de lavar minhas cuecas e dar comida pros gatos, fiz um chá, coloquei calças de pijama, regata branca de algodão, uma kipá confortável, minha barbicha-tabacow Max style e minhas pantufas.
Sim, pantufas. Elas combinam com meus óculos.
Vocês todas já sabem dessa notícia, que eu sei, mas eu to sem nada pra fazer e preciso procrastinar o trabalho. Então, me aturem, sim?
Em janeiro agora começa a última temporada do L Word, a novela fancha que nós amamos odiar.
Eis aí o teaser:
Todo mundo sabia que alguém ia morrer. Todo mundo sabe que quem morre é sempre negro ou judeu. Obama venceu as eleições, uma negra é a cota de hétero, a outra é a cota de republicana... Pronto. Fudeu. Sobra pra judia pentelha.
Pausa para o nossoInterlúdio Musical Abacaxi Com Tofu: The Killers, com 'Jenny Was A Friend Of Mine':
E estamos de volta.
Um monte de gurias revoltadas na página do dykerama, lamentando a bateção de botas da Jenny, dizendo que era a personagem mais "complexa" do seriado.

(Quê?!?)
Eu, pessoalmente, considero sempre relevante lembrar a diferença entre roteiro sem nexo e um personagem complexo.
Come on, gente! Pela cinta importada da profeta! Pega qualquer personagem, faz uma cena de chororô no banheiro com giletes e sangue, pronto, é "complexo"...
(O mesmo vale para a "tentativa" de dar "profundidade" à Shane, falando en passant assim de cocaína... Tchuruuu... Cocaína, depressão, cena clichê de desorientação na praia, briga em bar com DOIS seguranças armários - uma semana passou, upa, pronto! To bem!)
Aliás, a cena da Shane brigando com dois seguranças armários é uma das minhas favoritas de todos os tempos. Como a gente não sabe o motivo da briga, ainda bem, sempre dá pra eu fantasiar que eles discordaram veementemente da Shane, discutindo a laicidade estatal versus a liberdade religiosa. Seguranças rednecks republicanos, são sempre um problema, viu...
Segundo Interlúdio Musical Abacaxi com Tofu: uma homenagem à liberdade religiosa e à carreira (turumdum tssss) da Shane - Jake, o fenômeno do axé católico, com "pó pará com pó", na Tv Aparecida:
But I digress. Vamos lá, não é mesmo, minha gente? Roteiro do L Word não é pra fazer sentido em seqüência! Exemplos de doideiras bizarras:
* A Alice era uma bi militante, ficava irritada com as calega fancha tudo que faziam os clássicos comentários emcimadomurofóbicos, defendia com unhas (!) e dentes o direito da meia bruschetta - meia calabresa... Puft! De repente, veio a fada do caminhão e enfanchou a mulher.
* A Helena tinha dois filhos, era grudada neles, brigava na justiça pela guarda... Cadê os filhos? Sumiram. A mulher até foge pruma ilha com uma presidiária, com o dinheiro que ela roubou nem me lembro como. E, aí, ela volta, viva!, pra nos alegrar com aquele sotaque delicioso. E quando alguém morre, ela FICA na sala? Sério? Pra conversar com a Delegada Xena?
(se bem que eu talvez ficasse, só pra ver a estrela de xerife da Xena...)
* A Dana morre. Sério? A Dana!? Nunca vou perdoar isso. Fiquei traumatizada.
Coitada da Dana, cara. Primeiro, a Lara larga ela. Ela fica com aquele negócio possuído from hell chamada Tonya. Depois, larga a trambolha pra ficar com a Alice - e eu fiquei feliz com um casal pelo menos uma vez nesse seriado. Daí, ela larga a Alice (tipo HEIN?!? Alguém na vida faria isso?!?!) e volta com a Lara. Ok, ok. Daí, uma atleta patrocinada - todo mundo sabe que atleta faz check-up toda hora - tem cancer de mama. Ah, me pollllpa! Com esse monte de mulher fazendo o exame do pega-no-peitinho nela, sem contar a equipe médica?!?
* Shane não quer pegar Page porque sabe que é uma galinha. Shane fala isso pra Page. Page insiste. Shane continua hesitando, diz que é uma galinha mil vezes. Page não se importa. Shane passa o rodo, claro. Page dá um discurso blasé sobre 'maturidade'. Shane, mostrando do que o blasé é feito, passa o rodo de novo. Page pira de repente e BOTA FOGO no emprego da outra!
Ana Maria Braga, sobre Shane:
Ah, e o irmãozinho-filhote da Shane some de uma hora pra outra. Pra onde vão essas crianças, minha gente???
* Bette Porter, uma mulher refinada, ex-curadora, uma especialista em arte - e também se especializa em pegar mulher feia!
(E não, eu não acho a menor graça em quem fica sacaneando o jeito da Jodi de falar.)
Só acho que a Bette, toda maravilhosa naqueles ternos, dean de uma universidade, quando a Jennifer Beals não estraga tudo tentando atuar, merecia um pouco mais de respeito. Com tudo isso, mais aquela Tinaceitável mulher dela ser uma CHATA de galochas fluorescentes, e ela ainda consegue fazer as segundas melhores cenas de sexo dessa porra desse seriado!
* Depois de cagar bombons pras bis, ignorar solenemente os problemas políticos e sociais, 'latinas' que não falam uma palavra de espanhol, personagens negras necessariamente chatas, depois disso tudo, quando eu já estava rouca e todo mundo já estava me chamando de Mo...
Tudo piora! O pior não tem limites, minha gente!
Veja só. Nós, um monte de fancha. A gente sabe o que é ser tratado como um pedaço de cocô na sola de um mocassim.
Daí, pegam uma minoria da minoria, os FTM. E o que fazem, minha gente? O quê?
Será que fazem uma revolução, como a Shane, que colocou a moral das butches usadoras de gravata lá no alto?
Não!
Fazem sabe o quê? O Ivan.

Depois, botam a Daniela Sea pra atuar.

(Daniela Sea, com vergonha alheia por a terem deixado "atuar")
Bom, pelo menos o Max dá pra OLHAR quando fica calado. Afinal, travesti e transgênero é sempre basicamente um saco de pancada ou um objeto sexual ambulante mesmo...
Ai ai.
Enfim. Acabei de reclamar por hoje.
Vamos lá, quero ver vocês comentando, minha gente, esse povo aqui tá muito parado! Todo mundo sabe que fancha adora discutir tudo, que que vcs tão esperando, gurias?
Tira o pé do chão! Vai, vai, vai!
Beijo, me liga,
Carmen Sandiego Kvetchmann
7.12.08
Coisinhas
Sobre o vídeo, no afterellen: "Surprisingly, the video is getting mixed reviews from the LGBT community. While most enjoy the humor and enthusiasm of the musical, others feel that it’s too little, too late. Personally, I prefer to laugh through the pain. And if anyone knows how to do that, it’s the gay community."
Je suis d'accord.
2) Agora sim podemos dormir em paz.
Lindsay Lohan, na sua página do myspace, afirma que não terminou com Samantha Ronson.
Ufa.
3) Sobre o filme "Milk", aqui.
Yaaaay!
Mas está rolando também uma campanha para boicotar o cinemark - veja o porquê no post abaixo, companheira, e leve sua namorada, esposa, ficante ou peguete para outra sala de cinema!
4) Vai sair filme sobre as The Runaways!
Yaaaay!
Mais aqui.
OBS: se eres fancha e não sabes quem são Harvey Milk nem as Runaways, mas sabes quem é Samantha Ronson, seriamente te aconselho a reavaliar suas prioridades, guria!
Ou então vc tem uns 13 anos - aí te aconselho a ler bastante (orkut e sms não conta como "ler", para fins desse conselho), parar de ver tanta tv, não acreditar no que seus pais dizem sobre amor e sexo, tomar cuidado com tequila, não brincar com cintos de ferramenta pelada e nunca, nunca mesmo, não importa o que te ofereçam em troca, escrever projetos de dissertação.
5) Novela na Austrália tem fancha de uniforme de polícia.
E depois dizem as melhores novelas são as brasileiras. Puta merda, viu...
Mostremos para ele o leitinho que ele vai tomar - e onde.
Meninas, agora vejam vocês, mas que filho da puta esse cara do cinemark.
Estou pensando seriamente em usar outro cinema para me pegar com as gurias tudo. O que vocês acham?
Grupos gays pedem boicote ao filme Milk nas salas da Cinemark
Por Irving Alves
O filme "Milk", digirido por Gus Van Sant e que conta a história de um dos mais importantes líderes políticos gays do mundo, ainda não estreou no Brasil, mas nos EUA já enfrenta um tremendo quiprocó, que vem culminando com uma considerável baixa na venda de ingressos.
É que o longa é pivô de uma campanha promovida por grupos gays que pedem o boicote à rede de salas Cinemark. O movimento "No Milk for Cinemark" pede que LGBTs vejam Milk em cinemas de outras empresas. O motivo da revolta é a doação de 10 mil dólares feita pelo presidente da empresa, Alan Stock, para apoiadores da Proposta 8, que baniu o casamento gay na Califórnia.
A organização do movimento pretende que ao menos 1000 pessoas deixem de ir ao Cinemark para assistir a "Milk". Desta forma, a rede deixaria de ganhar exatamente a quantia doada por Stock aos opositores da união gay.
"Nós queremos que todos vejam 'Milk'. Mas se você tem uma escolha, veja em outro lugar", diz o slogan da campanha, que tem site oficial e perfil no Facebook.
"Milk" só chega aos cinemas brasileiros em 6 de fevereiro.





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